Reunião Científica Extraordinária - SOTIERJ 18/maio/2009

Avaliação de Recrutamento Alveolar com Ultrassom - Prof J J Rouby (Universidade de Paris)

Ontem, o Prof Rouby veio ao Rio de Janeiro para alguns compromissos, entre eles, a interessante e inovadora palestra sobre uso de ultrassom (US) pulmonar à beira do leito.

Os pontos mais interessantes da sua palestra estão resumidos aqui:

A aplicação da ultrassonografia (US) em setores do hospital fora do setor de Radiologia vem crescendo nas últimas 2 décadas. A sua aplicação como instrumento de auxílio diagnóstico e de estratificação de risco é cada vez mais comum em países como Estados Unidos, Reino Unido, Itália, França e outros. O uso de US não deve mais ficar confinado aos setores de Radiologia ou Cardiologia (ecocardiografia), mas sim deve estar à beira do leito dos setores onde pacientes graves são atendidos e devem ser usados de modo simplificado como método de estratificação e/ou monitorização pelo clínico. Este método não substitui o papel do especialista do método, que deve realizar exame detalhado em momento oportuno. No entanto, em casos que se exige rapidez e decisões mais precisas, o emergencista e o intensivista devem ser capazes de visualizar e interpretar estruturas e funções específicas (como se diz, POINT OF CARE). Por isso o exame pulonar pode ser muito útil no paciente grave com SARA ou VAP ou disfunção cardiopulmonar grave, incapaz de ser submetido a TC.

Diagnóstico sindrômico da insuficiência respiratória:

1. diferenciação entre síndrome intersticial e condensação pulmonar: sinal de cauda de cometa (artefato de ar junto à água) e pequenas ou extensas imagens hipoecoicas que correspondem a condensações; broncograma aéreo (aparece branco no US)

2. diagnóstico de pneumotórax (no modo M = perda do aspecto areia da praia e água do mar)

3. derrame pleural (quantificação e orientação de toracocentese)

4. recurtamento alveolar (mudança após tratamento de VAP ou aumento de PEEP): mudança da imagem de consolidação para linhas B grossas ou finas, ou até aspecto normal (linhas A - artefatos horizontais)

5. movimentação diafragmática (paresia ou plegia diafragmática, comum em doentes com polineuromiopatia)

   

 

 

 


     
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