ASSOCIAÇÃO DE MEDICINA INTENSIVA BRASILEIRA
COMITÊ DAS LIGAS ACADÊMICAS DE MEDICINA INTENSIVA (LIGAMI)
> Diretoria Executiva
> Apresentação
> O Que É Uma Liga Acadêmica ?
> O Que É O Ligami
> Liga É X Liga Não É
> 10 Passos Para Se Formar Uma Liga Acadêmica
> Guia Para A Construção De Ligas Acadêmicas
> Ficha De Filiação Da Liga À Amib
> Ficha De Sócios Alunos Da Amib
> Modelo de regimento interno
Comitê Das Ligas Acadêmicas De Medicina Intensiva (Ligami)
José Maria da Costa Orlando
Presidente da AMIB
Membros da Comissão das Ligas de Medicina Intensiva (LIGAMI)
Ana Lúcia Gut
Ana Lúcia dos A. Ferreira
Cleovaldo Tadeu Santos Pinheiro
Gerson Luiz de Macedo
Hélio Penna Guimarães
Nivaldo Menezes Filgueiras Filho
Rosane Sônia Goldwasser
Suzana Margareth Lobo
Membros estudantes da Comissão das Ligas de Medicina Intensiva (LIGAMI)
Luiz Fernando Falcão
Lucia Elizabeth Jiménez Segovia
Apresentação
As Ligas Acadêmicas são entidades de reconhecida relevância na participação da educação médica no meio acadêmico. Sendo assim, a comissão das Ligas Acadêmicas de Medicina Intensiva (LIGAMI) da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) elaborou este guia que poderá ser utilizado como orientação para criação e fundação de novas Ligas Acadêmicas de Medicina Intensiva nas instituições de ensino médico em todo Brasil.
O nosso objetivo principal é congregar os alunos em seus vários níveis de conhecimento, permitindo maior interesse e aproximação da medicina intensiva.
Valorizaremos assim o estudo mais aprofundado em assuntos envolvendo temas específicos, abrangendo a fisiopatologia, semiologia, clínica e terapêutica.
A difusão da Medicina Intensiva na graduação, as oportunidades práticas e o incentivo à pesquisa clínica, também estarão no cerne da motivação a participação intensa dos alunos nas Ligas.
Para tanto, neste guia você encontrará orientações sobre de como fundar e estruturar uma Liga Acadêmica de Medicina Intensiva (LIGAMI) em sua faculdade ou hospital de ensino.
Lembre-se: “O maior de todos os projetos é tomar uma decisão!”
(Marques de Vauvernagues)
mãos à obra!
Luiz Fernando dos Reis Falcão
Membro estudante da Comissão das Ligas Acadêmicas de Medicina Intensiva(LIGAMI) da AMIB
Acadêmico de Medicina da Universidade Federal de São Paulo/Escola Paulista de Medicina
Hélio Penna Guimarães
Presidente da Comissão das Ligas Acadêmicas de Medicina Intensiva(LIGAMI) da AMIB
O Que É Uma Liga Acadêmica ?
As Ligas Acadêmicas são entidades sem fins lucrativos com duração ilimitada. Criadas e organizadas por acadêmicos, professores e profissionais que apresentam interesses em comum. Constituem-se por atividades extraclasse e devem ter ações voltadas para o ensino e para educação médica.
Todas a Ligas são organizadas de formas estrutural, constituídas de uma diretoria administrativa e por membros efetivos. A primeira será responsável pela organização e administração das atividades. A segunda é o motivo da existência das Ligas. A diretoria será composta pelo presidente, vice-presidente e diretores que se fazem necessários para o correto e bom funcionamento do grupo, como por exemplo, diretor científico, relações públicas, tesoureiro, secretário entre outros. O número de participantes pode ser variável; a liga pode também ter caráter multidisciplinar, recomendando-se porém que sempre, para em cada área (enfermagem, fisioterapia, etc.) existe um profissional especializado na área responsável pelos alunos.
Todos os integrantes das Ligas são submetidos a normas ditadas pelo estatuto. Este deve conter os objetivos, as finalidades, o código disciplinar, as obrigações dos diretores e membros e etc.
O grupo de alunos deve ser supervisionado e coordenado por professores e profissionais do departamento referente a área em questão, que irão otimizar a realização das atividades e a elaboração das linhas de pesquisas científicas.
Portanto, a Liga Acadêmica é uma oportunidade extraclasse de caráter singular, voltada para promoção à saúde, educação e pesquisas, contribuindo para o desenvolvimento científico e aprimoramento da arte médica.
O Que É O Ligami
OBJETIVOS do LIGAMI
São finalidades da LIGAMI-AMIB:
Congregar os estudantes para formação das Ligas Acadêmicas de Medicina Intensiva, que se dediquem à assistência, ensino e pesquisa da Medicina Intensiva.
Promover reuniões e eventos, de caráter científico para ensino e fortalecimento da medicina intensiva nos meios acadêmicos e entre os alunos de medicina; estes eventos serão regidos por normas específicas, elaboradas pela diretoria mantendo seu vínculo a atividades da AMIB
Promover cursos, conferências, simpósios, jornadas, encontros e outros eventos e participar de atividades e empreendimentos que, por sua natureza ou inspiração, habilitem a LIGAMI-AMIB a alcançar os seus objetivos;
Providenciar, sempre que possível, a publicação dos eventos científicos por ela promovidos;
Administrar os fundos arrecadados aplicando-os no sentido de alcançar os objetivos da LIGAMI-AMIB
A LIGAMI-AMIB reserva-se o direito de associar-se, filiar-se ou assinar convênios com Sociedades afins ou correlatas ou instituições de financiamento, sob consulta da AMIB, desde que seja de seu interesse e no sentido de facilitar as suas finalidades.
Pode filiar-se à LIGAMI-AMIB qualquer Liga ou Instituição estudantil que se dedique ao estudo da Medicina Intensiva, neste regimento interno denominadas "Ligas de Medicina Intensiva", e que esteja vinculada às Faculdades de Medicina do território nacional.
Serão aceitos como sócios da LIGAMI-AMIB os graduandos de medicina do 3 o ao 6 o anos membros das Ligas filiadas.Estes alunos ocupam a posição de sócios estudante da AMIB, de acordo com o regimento desta instituição
Liga É X Liga Não É
Fonte: Assessoria Científica da Direção Executiva Nacional dos Estudantes de Medicina, resultado de oficina realizada no EREM da Regional Sul II de 2001 em Ribeirão Preto.
LIGA É...
• Rede de estudantes que deseja e criar oportunidades de trabalhos científicos, didáticos, culturais e sociais no espaço acadêmico.
• Espaço para colocar em prática o idealizado sobre determinado tema.
• Redes de estudantes com orientação docente.
• Promover ações de saúde.
• Propor soluções para saúde.
• Fazer parcerias com campanhas de saúde.
• Realizar pesquisa epidemiológica da população trabalhada.
LIGA NÃO É...
• Somente grupo de estudo sobre determinado tema.
• Teste vocacional para futura especialização.
• Antecipação de oportunidades práticas perante a turma curricular.
• Super-especialização precoce.
• Algo que vem a suprir falhas do currículo.
10 Passos Para Se Formar Uma Liga Acadêmica
Fonte: Direção Executiva Nacional dos Estudantes de Medicina (DENEM)
1. Buscar orientação e auxílio do Centro ou Diretório Acadêmico.
2. Escolher um tema relevante, abrangente e geral.
3. Procurar professores e profissionais da área interessados, para planejar o trabalho a ser desenvolvido e escolher a metodologia adequada.
4. Procurar apoios de entidades e instituições para a execução do projeto.
5. Elaborar o estatuto da Liga permitindo que haja discussões e, se necessário,
modificações posteriores com a participação dos futuros integrantes da Liga.
6. Promover um curso de capacitação.
7. Elaborar e aplicar os métodos de seleção dos integrantes da Liga.
8. Fazer o cronograma de atividades da Liga.
9. Garantir um espaço para a apresentação dos trabalhos.
10. Fazer valer o que prega o estatuto da Liga.
Guia Para A Construção De Ligas Acadêmicas
Fonte: Assessoria Científica da DENEM (2001): Rodrigo P. de Azevedo (UFMA) e Patrícia S. Dini (UNIFESP-EPM)
Colaboradores: Geovane Carvalho (Assessor de Educação e Saúde da DENEM 2001 - Fac. Méd. Petrópolis), José Ribamar F. Saraiva Jr. (Assessor de Extensão Universitária da DENEM 2001 - UFMA), Paulo Wesley (Assessor Científico da DENEM 2002 - Uni. Sousa Marques), Luís Felipe (Coordenador Regional SE I 2002 - UFF).
1- INTRODUÇÃO
Muito temos discutido a respeito de Ligas Acadêmicas (LA) neste tempo em que repensamos o ensino médico. A discussão a respeito das ligas vai além de problemas pontuais nas escolas como pode se perceber nos últimos anos através do grande surgimento daquelas em todo país e principalmente na região sudeste. Diversas oficinas abordando este tema são realizadas em nossos encontros da DENEM e sempre existe procura por materiais sobre o assunto, desta demanda, surge à idéia deste.
Este guia não deve ser entendido como um manual de construção que possua verdades absolutas e inflexíveis, a realidade das ligas acadêmicas não permitiria que escrevêssemos um material com este intuito, pelo contrário, nosso objetivo quando escolhemos os tópicos para iniciar sua redação era o de indicar rumos para a criação de novas ligas acadêmicas. As diferentes realidades locais serão necessariamente os fatores que servirão de molde para a estrutura da entidade em construção.
Esperamos cumprir nosso objetivo esclarecendo possíveis dúvidas e desta forma, dando o ponta-pé inicial para a criação de novas ligas.
2 - O QUE É LIGA?
Não há exatamente um conceito sobre as Ligas Acadêmicas, mas linhas que estas devem adotar. Uma das características fundamentais destas é de ser uma entidade primordialmente estudantil e de ter a sua frente um grupo de estudantes que decide se aprofundar em determinado tema e sanar demandas
da população. Os estudantes definem seus rumos ficando a cargo do professor a orientação das atividades desenvolvidas.
As ligas não são apenas grupos de estudo. Considero propícia e correta a comparação desta à própria universidade no que se refere ao tripé de sua concepção: ensino, pesquisa e extensão , incluindo assistência sob supervisão presencial . Estas entidades devem necessariamente desenvolver, de maneira equilibrada, atividades nas três áreas citadas. Algumas pessoas denominam este tripé de aprender, atender e produzir, porém a palavra atender remete-nos a uma idéia assistencialista de extensão e então preferimos o uso do termo extensão e sua prática mais ampla pela LA conforme discutiremos no oitavo tópico deste texto.
A promoção de saúde é um de seus principais objetivos. A liga deve pensar em maneiras de atuar nos vários níveis de prevenção e cura.
Não devemos nos manter em redomas pensando estar alcançando nosso objetivo, devemos ter em mente nosso potencial de agentes de transformação social e nosso dever de exercício da cidadania.
A LA pode realizar diversos tipos de pesquisa na população que está em sua cobertura de atuação. O levantamento epidemiológico passa pela atividade de pesquisa. Protocolos de estudos devem ser criados e preenchidos nas atividades de extensão, seja em ambulatórios, na comunidade ou em outros locais de acordo com a área de atuação do grupo acadêmico. As atividades de pesquisa devem proporcionar o desenvolvimento de senso crítico e raciocínio científico nos estudantes.
As atividades de ensino visam à capacitação dos estudantes para a atuação na comunidade e também contribuem para o desenvolvimento das pesquisas desenvolvidas e raciocínio clínico.
Não há limite de tempo para o funcionamento de uma LA. Na verdade a estrutura destas deve ser pensada de forma a se prolongar pelas gerações seguintes de estudantes que nela ingressarem.
3 - ENTÃO, POR ONDE COMEÇAR?
Dois pontos fundamentais para responder esta pergunta são:
• Reunir um grupo de estudantes.
• Delimitar o tema.
Quanto ao primeiro ponto, o idealizador deve procurar outros estudantes para parceria na construção e participação na LA . Isto pode ser feito através de cartazes ou conversando com pessoas. O importante é não fechar sua idéia a um pequeno grupo de amigos e sim divulgá-la para que outras pessoas que estão realmente interessadas possam estar participando. O interesse inicial em participar é comum, porém à medida que o grupo inicia o trabalho algumas pessoas perdem o interesse, percebem impossibilidade de tempo, ou por qualquer outra razão se afastam, por isso é necessário contar com pessoas dispostas a construção desta realidade coletivamente. Várias ligas têm em sua composição discentes e docentes de várias áreas. Esta transdisciplinaridade é excelente para o bom desenvolvimento das atividades previstas. Quando pensamos nos objetivos e depois nas atividades da entidade devemos imaginar quais seriam os atores mais capacitados a executá-las. Estudantes de enfermagem, psicologia, farmácia, e diversas outras áreas (inclusive de outras áreas que não da saúde) podem participar das atividades e da liga.
O tema deve ser definido com base em duas questões: a demanda da população e a demanda dos estudantes. Uma demanda não pode sobrepujar a outra, caso contrário haverá sérios riscos de que a LA não chegue a funcionar, ou que tenha vida curta. Patologias com grande prevalência na população devem ter preferência. Temas muito específicos devem ser evitados por restringir o trabalho do grupo a poucas pessoas da população e por gerar uma tendência a super-especialização precoce do estudante. Os temas devem despertar o interesse dos estudantes e como já fora dito contemplar as demandas da população.
Tendo definido os dois pontos já citados deveremos pensar nos objetivos e atividades da entidade que futuramente deverão fazer parte de seu estatuto e que devem nortear o trabalho desta.
Em todo o processo de criação e no desenvolvimento das atividades de uma liga acadêmica, os estudantes devem estar cientes de que esta não é o caminho mais curto para a especialização e sim uma oportunidade de aprender a buscar o conhecimento, desenvolver raciocínio clínico, científico e estimular sua interação com a comunidade. Estas habilidades poderão ser adaptadas a outras patologias e situações no futuro.
4 - O ORIENTADOR
A figura do orientador deve ser tida como fundamental, mas nunca como principal na LA. Orientar é diferente de coordenar, desta forma o trabalho não deve ser conduzido de acordo com os interesses do orientador. Devemos ter como principal norteador do trabalho do grupo a transformação social, através dos trabalhos de produção do conhecimento e extensão, além atividades de formação dos estudantes envolvidos. É importante ainda ressaltar que uma atitude ética deve ser tomada por todos os membros frente aos pacientes, atitude esta que passa pelo esclarecimento do que é a liga, da identificação de cada membro desta, além do consentimento dos pacientes de sua inclusão em estudos por ela produzidos.
Qual seria o perfil de um orientador? Certamente o orientador deve dispor de tempo para dedicar às atividades e ter interesse na orientação dos discentes. O professor doutor, super-especialista nem sempre será o que melhor se encaixará nas atividades da LA.
O orientador deve aceitar o processo de construção coletiva da organização, jamais ditando os rumos a serem tomados. Os estudantes também não devem ficar passivos às decisões do orientador, depositando nele a responsabilidade do desenvolvimento das atividades do grupo, mas devem sempre procurar construir em conjunto estes rumos.
No caso de uma entidade transdisciplinar, cada área poderá ter um orientador, isto porque o orientador de cada área estará mais apto a orientar os estudantes de sua disciplina.
As ligas também podem optar por um modelo com vários orientadores da mesma área dependendo da necessidade apresentada. A experiência com mais
de um, demonstra a vantagem de não sobrecarregar o orientador. No caso de vários, as relações entre os mesmos devem ser as melhores possíveis afim de que estas contribuam com o andamento dos trabalhos do grupo.
Professores podem ser convidados a realizar atividades como discussão de casos clínicos, palestras e etc. sem, no entanto, fazerem parte da entidade.
5 - ESTRUTURA FÍSICA
Antes de pensarmos nos espaços que a LA fará uso, devemos definir suas atividades de ensino, pesquisa e extensão.
Não limitar a atividade de extensão do grupo ao ambulatório é de extrema
importância. A liga deve estar junto à população participando de campanhas de prevenção, visitas a comunidade procurando entender sua dinâmica e seus problemas para assim poder atuar de forma eficaz. Estas poderiam ainda participar dos conselhos municipais e estaduais de saúde expondo os conhecimentos adquiridos em seus trabalhos e ajudando na construção da nova realidade da saúde nas cidades e estados.
Os Centros/Diretórios Acadêmicos que possuírem sede com sala para reuniões podem cedê-la para reuniões das ligas.
Os Hospitais Universitários (HU) são, geralmente, quem cede o espaço para a realização de atividades ambulatoriais. A direção destes hospitais deve estar ciente da importância das ligas para estudantes e comunidade.
Não poderemos aqui definir e sequer citar todos os espaços a serem utilizados pelas organizações, isto dependerá fundamentalmente da imaginação e do plano de atividades proposto por seus membros.
6 - ENSINO
Vários são os problemas do produto da escola médica (médico formado) ao longo do processo de formação, devido às características da maior parte das escolas médicas: restrição do objeto da prática médica (centrado no indivíduo
biológico), pouca inserção em espaços de formação adequados (atualmente muito voltados para os espaços intra-muros), pouca oportunidade de produção de conhecimento ou outras atividades. Esses são apenas alguns dos problemas. No eixo curricular hegemônico não há prioridade sobre os principais problemas de saúde dos indivíduos e da sua macrovisualização coletiva, além de gerar profissionais de saúde inadequados para o sistema de saúde e o mercado de trabalho como um todo, com formação não terminal. Assim, não é difícil perceber a inadequação de grande parte das atividades das escolas (inclusive as ligas).
Por outro lado, é no estabelecimento de novas práticas transformadoras, com a devida orientação social e geradora de novos horizontes para a formação do profissional, de forma que aprendamos a valorizar o método cientifico conforme as demandas das práticas médicas, que está alicerçada, em última análise, nas necessidades sociais em saúde.
Outro aspecto importante é não perder de vista o espaço de inserção da escola, já que a mesma tem vocações de acordo com missões especificas. Assim, caso uma instituição tenha um forte vinculo microrregional (na comunidade, no sistema de saúde) estes podem ser tomados como objetivos maiores. Às vezes, existe um contexto maior (questões relacionadas ao país), porém em menor proporção. Essas características são importantes para orientar objetivos e metas a serem seguidos pela escola, uma vez que a mesma se encontra fortemente influenciada por demandas contemporâneas. Estaremos, assim, criando elos sociais de fundamental importância. As ligas acadêmicas se relacionam com isso porque podem contribuir com um saber fazer diferenciado. Além de suprir deficiências individuais podemos apontar para caminhos transformadores com fortes vínculos sociais e, inclusive, problematizando o atual processo de formação em vigência nas escolas. Ampliar o objeto da prática médica atingindo outras determinantes do processo saúde-doença (biopsicosocioambiental), além de dispor de novos conhecimentos úteis para a medicina e fazer com que tudo isso dê um novo sentido diante daquilo que fazemos como futuros.
Conforme já fora mencionado neste texto as atividades de ensino visam a
capacitação dos estudantes para a atuação na comunidade e também no desenvolvimento de novos conhecimentos, através da pesquisa científica. Diversas podem ser estas atividades e a forma como serão executadas. Podemos citar entre estas atividades: aulas, palestras, cursos, discussões de artigos, discussões de casos clínicos, simpósios e etc. É importante que os membros não realizem atividades de ensino voltadas para uma única patologia.
O plano de ensino deve ser amplo visando integrar o tema da liga a outras patologias, ao Sistema Único de Saúde e formas de realizar extensão em comunidade respeitando seus costumes e obtendo uma boa resposta da mesma. A bioestatística, epidemiologia e outras áreas relacionadas à pesquisa também devem fazer parte das atividades de ensino.
7 - A PESQUISA CIENTÍFICA
De forma geral e sucinta, o surgimento das pesquisas segue uma linha lógica na qual todos os membros da LA devem estar inseridos. O surgimento da dúvida, ou seja, algum aspecto que ainda não foi suficientemente esclarecido na literatura, ou que gere dúvidas nos pesquisadores, é o ponto inicial da pesquisa. A partir desta surge a grande idéia e então a hipótese para novo paradigma solucionador da dúvida. Para confirmar ou refutar a hipótese proposta os pesquisadores delineiam o estudo através do método a ser utilizado.
Iniciamos então a revisão da literatura sobre o tema da pesquisa e a redação de um projeto de pesquisa comentando brevemente a relevância do tema, o objetivo, material e método, a forma de apresentação dos resultados, a ficha protocolo do estudo (onde serão colhidos os dados), a equipe de trabalho, o orçamento e o plano de atividades do grupo. A partir de então inicia-se a coleta de dados, e em seguida a analise dos mesmos e a redação de um artigo científico apresentando o trabalho desenvolvido, os resultados, conclusões e comparação dos dados com o restante da literatura.
A liga não deve se deter ao levantamento epidemiológico, estas podem realizar desde pesquisas básicas a pesquisas aplicadas.
Reuniões de discussão de artigos científicos relacionados às pesquisas em desenvolvimento são atividades importantes na área de pesquisa da entidade. Nestas reuniões também podem ser feitas avaliações das pesquisas, assim os membros podem repensar o trabalho nas pesquisas de forma a torná-lo mais facilitado e eficaz.
É de fundamental importância à apresentação dos trabalhos gerados pela liga em congressos e publicações científicas. Lembramos que o ECEM – Encontro Científico dos Estudantes de Medicina, e os EREM – Encontros Regionais dos Estudantes de Medicina, têm esta finalidade. Nos últimos anos mais e mais estudantes têm reconhecido nos espaços da DENEM uma boa oportunidade de exposição de seus trabalhos. Nestes espaços estudantes terão a oportunidade de trocar experiências com outros estudantes que desenvolvam trabalhos semelhantes, ou que façam parte de outras ligas acadêmicas.
8 - EXTENSÃO – A LIGA ALÉM do HOSPITAL
Nesta atual conjuntura político-ideológica em que nos encontramos, a busca por produtos palpáveis está se tornando cada vez mais evidente. Quando se teve o início da Extensão Universitária na Europa, no século passado, tinha-se o objetivo de disseminar os conhecimentos técnicos numa tentativa de servir ao povo, onde se percebe uma visão dominadora, pois a não compreensão de todos os sentimentos e condições de vida da população, fazia com que os intelectuais empurrassem à baixo todos os seus conhecimentos perpetuando a relação de dominação através do saber.
As Ligas Acadêmicas surgiram montadas num tripé do aprender, produzir e atender, este tripé além de mostrar uma idéia assistencialista em relação ao atender, reproduz uma lógica do mercado neoliberal onde se pode entender o produzir como um discurso voltado para a competitividade, onde o mercado, a empresa, o lucro e o faturamento são preocupações marcantes desta visão. Talvez fosse necessário pararmos um momento e refletirmos para quem estamos sendo formados. Será que as escolas médicas estão formando médicos para atender as necessidades da população ou será que estamos sendo formados para privilegiar as classes dominantes, onde o curso médico não nos deixa parar para pensar nas necessidades sociais e sim nos coloca deste o início na tarefa de termos que ser os melhores, o mais especializado possível e não questionar nada, apenas aprender.
É neste contexto que as ligas possibilitam uma prática mais ampla do exercício da cidadania, onde no dia a dia temos que reconhecer o outro como cidadão e agente transformador social, principal norteador do trabalho do grupo. É nesse trabalho que há possibilidade de refletirmos a respeito de um olhar
voltado para as necessidades sociais e entender o paciente como um ser não compartimentalizado, repleto de signos, significados, sentimentos, cultura e saberes que não devem ser suprimidos. Lembro-me de uma situação em um ambulatório onde o médico ao ver a ficha de retorno de um paciente retrucou, “aí vem o paciente chato”. Logo após este episódio um grupo de alunos foi formado para fazer visitas domiciliares para verificar quais eram os fatores que influíam no processo saúde-doença dos pacientes ditos “chatos”, já que numa visão flexineriana (centrada no indivíduo biológico) as condutas estavam corretas. Constataram que todos os “chatos” tinham mais que chiliques, muitos tinham fatores econômicos que influíam no processo, outros fatores emocionais, outros, era a falta de políticas públicas no seu bairro ou nas proximidades fazia com que estes procurassem um hospital de referência e não um posto de saúde, onde seria o mais indicado.
Portanto, as ligas se constituem em um espaço riquíssimo para esta reflexão devido à diversidade de atividades promovidas, onde nas palestras, ambulatórios, campanhas, etc., sempre há oportunidade de fazer com que o outro se compreenda cidadão, seja problematizando a questão do ensino médico, por que não temos usuários discutindo a educação médica em nossas Universidades? Por que o paciente que vai a um hospital de referência se seu caso não poderia estar sendo acompanhado em um posto de saúde? Por que passa um esgoto a céu aberto em sua porta? E muitas outras situações que poderiam ser levantadas se soubéssemos para quem estamos sendo formados.
Quando citei no início deste texto que a busca de produtos palpáveis está cada vez mais evidente, o que quis colocar é que as concepções de extensão como via de alguma coisa, ou mão dupla ou transmissão de algo, e muitas outras que vemos por aí, estão aquém do que um trabalho de extensão pode produzir. Numa visão de Marx e colocada muito bem por José Francisco de Melo Neto em seu Livro Extensão Universitária – uma análise crítica, diz que o trabalho é um processo entre o homem e a natureza, onde esse coloca em movimento todas as suas forças naturais a fim de apropriar-se da matéria natural numa forma útil para sua vida, onde atuando por meio desse movimento sobre a natureza externa a ele e ao modificá-la ele modifica a si mesmo. Neste enfoque onde a extensão é vista como trabalho que modifica as pessoas e gera um produto palpável que pode ser o saber, é que temos que começar a considerá-la, seja em qualquer lugar que estivermos temos sempre que olharmos para o indivíduo ao lado como sujeito de um processo transformador e darmos autonomia a ele, levando em consideração todo o seu ser.
9 – FINANCIAMENTO
É fundamental que tenhamos uma base orçamentária da LA, ou seja, antes de saber quanto vamos precisar arrecadar temos que saber quanto vamos gastar. Este orçamento descriminado dos gastos é importante também na ocasião da apresentação do projeto da liga a possíveis apoiadores e patrocinadores.
Uma forma de arrecadação bastante usada por várias entidades é a promoção de cursos, simpósios, congressos e etc. abertos para os estudantes da escola.
Bolsas de iniciação científica também podem ser conseguidas através dos orientadores que para isto devem ser doutores ou mestres.
Os membros da liga podem imaginar possíveis parceiros financeiros em seu projeto, exemplos são: universidades, HU's, CRM, secretaria de saúde municipal e estadual e etc. É fundamental que o financiador não interfira no trabalho do grupo.
O Centro/Diretório Acadêmico pode agir em parceria com as ligas da escola cedendo seu CNPJ (registro legal) para que as estas possam receber financiamento de patrocinadores e apoiadores. A maioria dos patrocinadores exige que a entidade patrocinada seja legalmente reconhecida para que possa então fazer dedução do imposto de renda e comprovar que não esta patrocinando entidades “fantasma”. Estando “associada”, ou de alguma forma vinculada ao CA/DA, a LA poderá fazer uso de seu CNPJ e desta forma poderá receber incentivos financeiros de empresas.
10 - INSTITUCIONALIZAÇÃO DAS LIGAS
Institucionalizar uma LA passa necessariamente pela declaração de sua criação, regulamentação de suas atividades, participantes e outros aspectos que estarão contidos em seu estatuto.
Através de seu estatuto a liga torna-se uma entidade reconhecida e registrada. O estatuto contém as regras de funcionamento, é um regimento, uma “constituição” da liga. A função deste como já dito é regulamentar a liga. Este é divido em capítulos, que contém artigos, que por sua vez podem conter incisos.
O estatuto deve fazer referência a alguns aspectos sobre a liga criada:
• O primeiro capítulo (sede, denominações, duração e fins) geralmente traz artigos referentes à fundação da liga (ano); o tipo de organização que é a entidade; a autonomia da liga; sua filiação a outras entidades (Centro/Diretório Acadêmico, Universidade e etc.); os objetivos; as atividades da entidade e os locais de onde esta atuará.
• Os artigos do segundo capítulo (membros e funcionamento) tratam de quem pode ser membro da liga, o processo de seleção de novos membros, o tempo de participação mínimo e máximo (algumas ligas apenas) de membros da liga e as atividades dos membros participantes.
• O terceiro capítulo (órgãos e finalidades) dispõe sobre a gestão da liga (geralmente assembléia geral, conselho consultivo e diretoria). Este capítulo determina por quem é formado, e as atividades de cada um dos órgãos gestores da liga.
• Outros capítulos do estatuto de uma liga podem dispor sobre as obrigações do
participante da liga (faltas, atividades compulsórias, remuneração), formas de punição de um membro que não cumprir suas atividades.
• Um último capítulo (disposições gerais e transitórias) determina que casos omissos serão analisados por uma das estâncias gestoras da liga além de outras disposições que não estiverem relacionadas aos outros capítulos. Este modelo de estatuto é o predominante adotado e pode ser adaptado para a criação do estatuto de uma nova liga. Depois de criado o estatuto deve ser registrado nas instituições as quais a liga é filiada. A partir deste registro o liga passa a ser reconhecida como entidade pelos órgãos nos quais está registrada.
No caso de mudanças no estatuto estas devem ser aprovadas em assembléia geral da LA. Uma cópia do estatuto já modificado e uma ata da reunião (com listagem dos presentes) deve ser encaminhada para a entidade em que a liga está filiada. Na maioria das vezes o Centro/Diretório Acadêmico (CA/DA) é a entidade responsável pela filiação das ligas e assim faz um arquivo dos estatutos e outras informações sobre estas. A parceria Liga-CA/DA quando efetiva é de grande importância para o crescimento de ambas as entidades. Nesta parceria o CA/DA deve respeitar a autonomia da liga, aquele deve apenas corroborar com desta visando o crescimento das atividades extracurriculares de formação médica. A gestão da LA deve ser pensada de maneira a planificar as responsabilidades e “poderes”. Uma diretoria centrada no presidente tende a
acumular responsabilidades e poder de decisão em um único membro. A responsabilidade pelas atividades a serem desenvolvidas e o poder de decisão sobre os rumos da entidade devem estar distribuídos de forma o mais homogênea possível entre todos os membros da liga, ou da direção desta.
Por isso propomos um sistema de diretoria com coordenadores de área e dois coordenadores gerais, ou seja, coordenadores gerais, coordenador (es) de finanças, coordenador(es) científico, coordenador(es) de secretaria, coordenador(es) de extensão, coordenador(es) de ensino, coordenador(es) de arquivo etc.
Uma experiência nova vem sendo construída em algumas universidades, o Conselho de Ligas. Este conselho tem caráter consultor e/ou deliberativo. É formado por discentes de todas as ligas da escola médica e um representante do Centro/Diretório Acadêmico.
Este conselho surgiu da necessidade de troca de experiências e auxilio mútuo entre as ligas. Esta idéia revelou-se muito proveitosa, permitindo um grande avanço das ligas nas escolas onde já funciona.
11 - A DENEM, OS CENTROS/DIRETÓRIOS ACADÊMICOS E AS LIGAS.
Dentro da DENEM tem crescido nos últimos anos o interesse pelas ligas. Nos escolas, EREMs e ECEM o assunto tem sido abordado com freqüência pela demanda que surge dos estudantes e Centros/Diretórios Acadêmicos (CA/DA's) em se capacitar e discutir a respeito. Com isso temos criado, nos espaços já citados, a oportunidade de discussão entre membros de ligas e capacitação de estudantes que desejem criar uma.
Visto também que há hoje um grande crescimento destas organizações em todo o Brasil e que é pequena a comunicação entre estas surgiu a demanda de fazer um Cadastro Nacional de Ligas e Projetos de Extensão. Neste cadastro serão registradas on-line as ligas e projetos de extensão desenvolvidos nas escolas médicas de todo o país. Este cadastro poderá ser consultado por qualquer interessado no site do cadastro, que muito em breve estará disponível. As informações contidas neste cadastro permitirão que todos nós conheçamos a realidade das ligas e projetos de extensão nas escolas médicas, mais
importante, ele servirá também como fonte de contatos entre estas entidades e também destas com estudantes interessados na criação de novas organizações. Desta forma este projeto audacioso contribuirá de forma marcante na construção e desenvolvimento das ligas e projetos de extensão.
A Assessoria Científica da DENEM – AssCien – mantém ainda uma lista de e-mails onde participam estudantes de todo o país. Informações sobre pesquisas científicas, a produção do conhecimento nas escolas médicas e também sobre ligas acadêmicas podem ser obtidas nesta lista.
No ano de 2001 foi criado o Prêmio Saúde Brasil para trabalhos com responsabilidade social. Este prêmio, idealizado pela DENEM e produzido pela Fundação Aguilla, contemplou grupos, ligas acadêmicas e projetos de extensão que desenvolvem trabalhos socialmente relevantes. A idéia deste prêmio surgiu durante o planejamento da AssCien no COBREM de Salvador por uma demanda dos estudantes ali presentes. Devido ao sucesso desta primeira edição o prêmio deve se repetir anualmente.
Os CA/DA's devem estar capacitados a orientar a criação e desenvolvimento das Ligas na escola médica. O CA/DA e a LA devem ter em mente que esta é uma associação onde os benefícios devem ser mútuos. O CA/DA lutando para a resolução de problemas das ligas, ajudando-as com financiamento, fóruns, simpósios, espaço físico e outros problemas que possam surgir. A LA com retorno aos estudantes (assim também ao CA/DA) é o exemplo da oportunidade de uma nova experiência transformadora da formação médica.
O surgimento e bom funcionamento de atividades transformadoras da formação médica (como as ligas podem ser) apontam opções na formação de médicos mais capacitados e comprometidos com o real objetivo da prática médica, a saúde e qualidade de vida da população.
Ficha De Filiação Da Liga À Amib
Nome oficial da Liga Acadêmica: _________________________________________
Instituição de Ensino Superior: _____________________________________________
Data de Fundação: ____ / ____ / _______ N° de membros: __________
Endereço: _____________________________________________________________
Bairro: ______________________________ CEP: ___________________
Cidade: _____________________________ Estado: _____
Telefone: _________________________ Fax: _______________________________
E-mail: ___________________________ Site: _______________________________
Presidente: ____________________________________________________________
Endereço: _____________________________________________________________
Bairro: ______________________________ CEP: ___________________
Cidade: _____________________________ Estado: _____
Telefone: ____________________________
E-mail: ______________________________
Assinatura: ____________________________________________________________
São Paulo, ____ de _____________ de 200__.
Ficha De Sócios Alunos Da Amib
DEPARTAMENTO DAS LIGAS DE MEDICINA INTENSIVA
Nome: ________________________________________________________________
R.G.: _________________________ Data de nascimento: ____ / ____ / ______
Endereço: _____________________________________________________________
Bairro: ______________________________ CEP: ___________________
Cidade: _____________________________ Estado: _____
Telefone: ____________________________
E-mail: ______________________________
Ano que está cursando: _________________
Nome oficial da Liga Acadêmica: __________________________________________
Cargo que ocupa na Liga: _________________________________________________
Instituição de Ensino Superior: _____________________________________________
E-mail: ___________________________ Site: _______________________________
Assinatura: ____________________________________________________________
São Paulo, ____ de _____________ de 200__.
Modelo de regimento interno
Estatuto da Liga de MeDICINA Intensiva DA -------------------------
Capítulo I - DA NATUREZA E FINALIDADE
Artigo 1º - A LIGA ACADÊMICA DE MEDICINA INTENSIVA DA ------ , fundada no dia xx de xxx de xxxx, é uma entidade sem fins lucrativos, com duração ilimitada e caráter multidisciplinar. Vinculada a disciplina de xxxx do Departamento de xxxxx da Universidade xxxxxx- organizada pelos acadêmicos do Curso de Medicina da xxxxxx, passando a ser regida pelo presente estatuto.
Artigo 2º - A LIGA ACADÊMICA MEDICINA INTENSIVA visa cumprir objetivos de ensino, pesquisa e extensão, de forma integrada.
§ 1o. - Na área de ensino são objetivos da LIGA ACADÊMICA MEDICINA INTENSIVA:
Antecipar e complementar a vivência teórico-prático dos alunos da graduação na disciplina de medicina Intensiva.
Organizar e auxiliar promoções de caráter científico e social que visem o aprimoramento da formação acadêmica.
Estimular a elaboração e apresentação de relatos de casos clínicos.
§ 2o. - Na área de pesquisa são objetivos da LIGA ACADÊMICA MEDICINA INTENSIVA:
Desenvolver o hábito de observação, registro e divulgação de informações coletadas;
Apoiar e participar de projetos de pesquisa que possam contribuir para o desenvolvimento científico.
§ 3o. - Na área de extensão são objetivos da LIGA ACADÊMICA MEDICINA INTENSIVA:
Contato com pacientes na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital xxxxx.
Conhecimento da estrutura e funcionamento da Unidade de Terapia Intensiva do Hospital xxxxx.
Organizar e participar de cursos, palestras, jornadas, congressos, simpósios e outras atividades informativas relacionadas com as áreas de atuação da LIGAMI.
Capítulo II - DA ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO
Artigo 3º - A LIGA ACADÊMICA MEDICINA INTENSIVA é coordenada por docentes e profissionais da Disciplina de XXXX do Departamento de XXXXX, e pelos acadêmicos do curso de Medicina da XXXX.
§ 1º - Cabe aos docentes coordenadores indicar os monitores que acompanharão as atividades práticas da LIGA.
§ 2º - As atividades práticas realizar-se-ão uma vez por semana. Dever-se-á intercalar semanalmente a atividade no setor de Medicina Intensiva.
Artigo 4º - A LIGA ACADÊMICA MEDICINA INTENSIVA é organizada pelos acadêmicos dos cursos de medicina e enfermagem, sendo seus membros alunos do terceiro, quarto, quinto e sexto ano de medicina e segundo, terceiro e quarto ano de enfermagem.
§ 1º - A cada ano letivo serão admitidos novos membros acadêmicos do curso de medicina do 3°, 4° e 5º ano e do curso de enfermagem do 2°, 3° e 4° ano que preencherão as vagas remanescentes. A seleção de novos membros dar-se-á por meio de concurso, composto por avaliação teórica e entrevista realizada pelos docentes - coordenadores e pela diretoria da LIGAMI, sendo precedida da realização de um curso teórico organizado pela LIGA ACADÊMICA MEDICINA INTENSIVA, e previamente anunciada com pelo menos duas semanas de antecedência.
§ 2º - O Curso de Enfermagem pertencerá exclusivamente às atividades de Terapia Intensiva, sempre sob supervisão de um profissional de enfermagem da LIGA ACADÊMICA MEDICINA INTENSIVA
§ 3º - Estarão automaticamente desligados da LIGA ACADÊMICA MEDICINA INTENSIVA os acadêmicos que apresentarem menos do que 75% de presença nas atividades obrigatórias num período de seis meses.
§ 4º - O certificado de participação na LIGA ACADÊMICA MEDICINA INTENSIVA será emitido para o membro com pelo menos um ano de participação e quando ocorrer o desligamento do mesmo.
§ 5º - Se por algum motivo um dos participantes for excluído pela diretoria por causa justa ou abandonar suas atividades, a Diretoria poderá preencher a vaga remanescente pela nomeação de acadêmico aprovado em concurso de seleção e que estava em lista de espera com validade de seis meses.
Artigo 5º - LIGA ACADÊMICA MEDICINA INTENSIVA funcionará em horário extracurricular nas dependências da xxxxx.
Artigo 6º - São atividades obrigatórias para todos os membros da LIGA ACADÊMICA MEDICINA INTENSIVA :
Aulas ministradas a cada quinze dia previamente marcados em dia e horário fixados com uma semana de antecedência.
Prática dos alunos de Medicina nas dependências da Unidade de Terapia Intensiva uma vez por semana, com início às 19:00 horas, em dias marcados em escalas previamente definidas, supervisionados por monitores designados pelos docente-coordenadores.
Reuniões quinzenais e/ou mensais previamente marcados em dia e horário fixados com uma semana de antecedência.
§ Único: Será necessária a presença de 75% nas atividades obrigatórias durante o mês, e não será permitido a faltas acumulativas nem consecutivas, se essas exigências não forem cumpridas o membro será desligado conforme § 3º do Artigo 4°.
Artigo 7º - São Órgãos da LIGA ACADÊMICA MEDICINA INTENSIVA, a Assembléia Geral, Assembléia Específica e a Diretoria.
Artigo 8º - A Assembléia Geral é constituída por todos os acadêmicos que participam da LIGA ACADÊMICA MEDICINA INTENSIVA
Artigo 9º - Compete à Assembléia Geral e Específica:
Eleger a Diretoria;
Elaborar, modificar e aprovar estatutos;
Aprovar as diretrizes do programa de trabalho comuns ao curso definidas pela diretoria;
Apreciar e Julgar em ultima instância os fatos relacionados à diretoria e aos membros no que se refere a assuntos comuns do curso.
§ 1º - As Assembléias Gerais Ordinárias serão convocadas pelo menos uma vez ao ano, sendo a data precisa fixada pela Diretoria.
§ 2º - As Assembléias Gerais Extraordinárias serão convocadas pelo presidente em exercício ou mediante a solicitação por escrito e com a assinatura de dois terços dos membros da LIGA ACADÊMICA MEDICINA INTENSIVA. A convocação deverá ser feita pelo Secretário Geral através de correio eletrônico e/ou comunicado escrito fixado em lugar de fácil acesso.
§ 3º - Por ocasião de votação, cada participante da LIGA ACADÊMICA MEDICINA INTENSIVA terá direito a um voto secreto, para aprovar assuntos exclusivos de cada curso participante da Liga, será necessário apenas membro do respectivo curso.
§ 4º - O quorum mínimo da Assembléia Geral é de dois terços (2/3) do total de membros da LIGA ACADÊMICA MEDICINA INTENSIVA
§ 5º - A decisão em Assembléia Geral ou em Assembléia Especifica será tomada e aprovada por maioria simples de votos, ou seja, metade mais um (1) dos presentes na respectiva Assembléia.
Artigo 10º - A Diretoria é o órgão executivo da LIGA ACADÊMICA MEDICINA INTENSIVA e compõe-se de 7 membros, a saber:
Presidente
Vice-Presidente
Coordenador da Medicina
Diretor Científico da Medicina
Coordenador da Enfermagem
Diretor Científico da Enfermagem
Secretário Geral
§ 1º - Serão elegíveis para os cargos de Presidente, Vice-Presidente, Coordenador da Medicina, Diretor Científico da Medicina e Secretário Geral todos os acadêmicos do curso de Medicina efetivos da LIGA ACADÊMICA MEDICINA INTENSIVA.
§ 2º - Serão elegíveis para os cargos de Coordenador da Enfermagem, Diretor Científico da Enfermagem todos os acadêmicos do curso de Enfermagem efetivos da LIGA ACADÊMICA MEDICINA INTENSIVA.
§ 3º - O mandato da diretoria será de um ano, eleita na última Assembléia Geral Ordinária do ano.
§ 4º - São atribuições do presidente:
Representar a LIGA ACADÊMICA MEDICINA INTENSIVA junto aos vários órgãos da XXXX e à comunidade.
Presidir as reuniões da Diretoria e da Assembléia Geral.
Assinar com o secretário geral os cheques, papéis de crédito e documentos afins.
§ 5º - São atribuições do vice-presidente:
Substituir, com as mesmas atribuições, o presidente, nos casos de ausência ou impedimento deste.
Auxiliar o presidente em todas as suas funções.
§ 6º - São atribuições do Coordenador da Medicina:
Auxiliar o presidente e vice-presidente em suas funções no curso de Medicina.
Coordenar as atividades relacionadas ao curso de Medicina.
Observar o correto cumprimento das atividades previstas;
Zelar pela manutenção de elevados padrões éticos e científicos nas ações clínicas executadas por membros da LIGA ACADÊMICA MEDICINA INTENSIVA
§ 7º - São atribuições do Diretor Científico da Medicina:
Pesquisar trabalhos científicos na de Terapia Intensiva.
Coordenar a parte científica da LIGA ACADÊMICA MEDICINA INTENSIVA
Organizar o Curso Anual da LIGA ACADÊMICA MEDICINA INTENSIVA
§ 8º - São atribuições do Coordenador da Enfermagem:
Auxiliar o presidente e vice-presidente em suas funções no curso de Enfermagem.
Coordenar as atividades relacionadas ao curso de Enfermagem.
Observar o correto cumprimento das atividades previstas;
Zelar pela manutenção de elevados padrões éticos e científicos nas ações clínicas executadas por membros da LIGA ACADÊMICA MEDICINA INTENSIVA
§ 9º - São atribuições do Diretor Científico da Enfermagem:
Pesquisar trabalhos científicos na área de Terapia Intensiva.
Coordenar a parte científica da LIGA ACADÊMICA MEDICINA INTENSIVA
§ 10º - São atribuições do Secretário Geral:
Movimentar a correspondência da LIGA ACADÊMICA MEDICINA INTENSIVA
Secretariar as reuniões da Diretoria e da Assembléia Geral.
Controlar o número de faltas dos membros nas atividades obrigatórias.
Atualizar o site da LIGA ACADÊMICA MEDICINA INTENSIVA
Administrar os fundos da LIGA ACADÊMICA MEDICINA INTENSIVA com a supervisão da diretoria;
Apresentar semestralmente o balanço das contas da LIGA ACADÊMICA MEDICINA INTENSIVA à Diretoria e à Assembléia Geral.
Capítulo III - Do Código Disciplinar
Artigo 11º - Os integrantes da LIGA ACADÊMICA MEDICINA INTENSIVA devem respeitar e cumprir as disposições do presente estatuto.
Artigo 12º - Os serviços prestados pelos acadêmicos, residentes e estagiários não serão remunerados.
Artigo 13º - Os atrasos acima de quinze minutos após o início das atividades da LIGA ACADÊMICA MEDICINA INTENSIVA serão considerados faltas.
Artigo 14º - As atividades da LIGA ACADÊMICA MEDICINA INTENSIVA iniciar-se-ão, impreterivelmente, nos dias e horários estipulados previamente.
Artigo 15º - O limite máximo de faltas é 24% no período de seis meses, sendo necessária sua justificativa prévia perante a Diretoria. Os infratores serão sumariamente desligados da LIGA ACADÊMICA MEDICINA INTENSIVA, conforme § 3º do Artigo 4°.
§ Único - Em casos de faltas sem justificativa prévia, cabe à Diretoria julgar o caso, cabendo as seguintes decisões:
Abono (em caso de falecimento de familiares ou doença, com comprovação documental);
Falta simples;
Desligamento automático.
Artigo 16º - O número máximo de alunos da LIGA ACADÊMICA MEDICINA INTENSIVA será de 30 alunos, sendo 15 do curso de Medicina e 15 do curso de Enfermagem a partir do 2º ano de enfermagem e do 3º ano do curso de Medicina.
Artigo 17º - Os acadêmicos, em suas interações com pacientes, colegas e profissionais da área de saúde, deverão observar e cumprir as normas éticas que regulamentam cada profissão.
Artigo 18º - Os casos omissos serão julgados pela Diretoria.
Artigo 19º - O presente estatuto entrará em vigor na data da sua aprovação.

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